O suposto ganhador de parte do prêmio da Mega da Virada procurou o Procon São Paulo para receber os R$ 162,6 milhões sorteados no dia 31 de dezembro de 2020. O valor não foi resgatado no prazo estabelecido pela Caixa Econômica Federal e foi repassado para o Fundo de Financiamento do Ensino Superior (Fies), do Ministério da Educação, no início de abril.

Segundo o G1, uma mulher de 65 anos foi à Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) se apresentando como a ganhadora do prêmio. O órgão informou que vai fazer perícia do bilhete. A Caixa Econômica já adiantou que ela tinha 90 dias para reivindicar o valor.

O Procon-SP disse que a mulher procurou a instituição cerca de dez dias após o prazo para retirada do dinheiro, expirado no dia 31 de março. Conforme o órgão, a mulher disse ter ido a uma agência da Caixa na data, mas foi mandada de volta para casa por não ter levado o bilhete.

A mulher acrescentou que o atraso ocorreu em razão de epilepsia, que lhe traz lapsos de memória e confusão mental. “Ela nos procurou através de representante, que alega que a pessoa é portadora de uma doença que provoca apagões e desmaios. Vamos apurar, porque temos o bilhete”, explicou Fernando Capez, diretor executivo do órgão.

No bilhete, mostrado amassado, consta que a aposta foi feita no dia 31 de dezembro de 2020, em uma lotérica, às 9h48, pelo valor de R$ 4,50.

O órgão de defesa do consumidor notificou a instituição financeira, que deve realizar a confirmação da identificação do sortudo. Se realmente a pessoa tiver ganhado, mesmo após perder prazo para recebimento do prêmio, a Caixa será obrigada pelo Procon a “fazer o pagamento”.