Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (18), na Bahia, mirou envolvidos em um esquema que usou o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis para movimentar cerca de R$ 5 bilhões no estado. Um grupo com 14 pessoas foi denunciado pelo Ministério Público (MP-BA) por lavagem de dinheiro.

Segundo o órgão, os envolvidos aparecem como sócios de 23 empresas que serviram de fachada para o crime, entre 2010 e 2020. O esquema tinha envolvimento com a rede de jogos de azar autointitulada “Paratodos”, que atua há décadas na Bahia. Até então, mais de R$ 160 milhões foram bloqueados pela Justiça.

As investigações mostram que parte das empresas funcionava para inserir o dinheiro do jogo do bicho e da exploração de máquinas caça-níqueis na economia formal. Já a outra parte, tinha como objetivo a blindagem patrimonial, por meio da mescla dos recursos ilícitos com recursos lícitos, obtidos com a exploração de atividades econômicas formais.

Ainda conforme apontou o MP-BA, as apurações, que contaram com quebra dos sigilos bancário e fiscal dos denunciados, apontam um aumento patrimonial significativa dos envolvidos, chegando a saltar, em um dos casos, de R$ 9 milhões para mais de R$ 65 milhões em nove anos.