A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quinta-feira (21) o inquérito que apura a existência de uma organização criminosa acusada de atuar coordenadamente para evitar que o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, Geraldo Alckmin, assumissem o governo, em 2022, sucedendo ao então presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas últimas eleições presidenciais.

Em nota divulgada há pouco, a PF confirmou que já encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório final da investigação. A PF revela que pediu o indiciamento de 37 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Veja abaixo a lista completa de indiciados

  1. Ailton Gonçalves Moraes Barros

  2. Alexandre Castilho Bitencourt da Silva

  3. Alexandre Rodrigues Ramagem

  4. Almir Garnier Santos

  5. Amauri Feres Saad

  6. Anderson Gustavo Torres

  7. Anderson Lima de Moura

  8. Angelo Martins Denicoli

  9. Augusto Heleno Ribeiro Pereira

  10. Bernardo Romao Correa Netto

  11. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha

  12. Carlos Giovani Delevati Pasini

  13. Cleverson Ney Magalhães

  14. Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira

  15. Fabrício Moreira de Bastos

  16. Filipe Garcia Martins

  17. Fernando Cerimedo

  18. Giancarlo Gomes Rodrigues

  19. Guilherme Marques de Almeida

  20. Hélio Ferreira Lima

  21. Jair Messias Bolsonaro

  22. José Eduardo de Oliveira e Silva

  23. Laercio Vergilio

  24. Marcelo Bormevet

  25. Marcelo Costa Câmara

  26. Mario Fernandes

  27. Mauro Cesar Barbosa Cid

  28. Nilton Diniz Rodrigues

  29. Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho

  30. Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

  31. Rafael Martins de Oliveira

  32. Ronald Ferreira de Araujo Junior

  33. Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros

  34. Tércio Arnaud Tomaz

  35. Valdemar Costa Neto

  36. Walter Souza Braga Netto

  37. Wladimir Matos Soares

Ainda segundo a PF, as provas foram obtidas por meio de diversas diligências policiais realizadas ao longo de quase dois anos, com base em quebra de sigilos telemático, telefônico, bancário, fiscal, colaboração premiada, buscas e apreensões, entre outras medidas devidamente autorizadas pelo Poder Judiciário.

As investigações apontaram que os envolvidos se estruturaram por meio de divisão de tarefas, o que permitiu a individualização das condutas e a constatação da existência de ao menos seis núcleos: o de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral; o Responsável por Incitar Militares a Aderirem ao Golpe de Estado; o Jurídico; o  Operacional de Apoio às Ações Golpistas; o de Inteligência Paralela e o Núcleo Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas.